Tem duas lições trazidas pelo Uruguai para os gigantes Argentina e Brasil


Moderno, flexível e aberto ao mundo. É assim que queremos tratar dos interesses externos, especialmente em matéria de comércio.

Essas palavras não são do presidente brasileiro, nem do presidente argentino, são do presidente do Uruguai – que hoje peitou Brasília e Buenos Aires.

O Uruguai quer um acordo de livre comércio com a China, e, digamos assim, dane-se o que acham os grandes países dentro do Mercosul.

Lula foi ao Uruguai hoje para tentar convencer o colega uruguaio Luis Lacalle a dar um tempo nessas conversas com a China. Não conseguiu.

O presidente brasileiro acabou fazendo uma vaga promessa ao pequeno Uruguai de se entender, via Mercosul, com a União Europeia. E depois, via Mercosul, com a China.

É conversa para uruguaio dormir. Acordos com a União Europeia estão pendurados em questões complexas, especialmente relativas a posturas protecionistas de parte a parte.

Tem duas lições importantes trazidas pelo pequeno Uruguai para os gigantes Argentina e Brasil. A primeira é que o bloco está paralisado e com o tempo trabalhando contra. A segunda é que grandes discursos e palavras bonitas não têm mais efeito algum em quem, como o Uruguai, quer tratar logo do que lhe interessa.