Comandantes tiveram muito pulso em relação ao pessoal da ativa, diz ex-ministro da Defesa


Em participação no programa WW desta terça-feira (24), o ex-ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva, comentou a atuação das Forças Armadas em relação aos atos criminosos do dia 8 de janeiro, em Brasília.

Ele avaliou o comportamento dos militares como positivo. “Os comandantes tiveram muito pulso em relação ao pessoal da ativa, que estava acampada pedindo participação”.

Segundo Azevedo, muito se fala dos militares que participaram de manifestação e sobre uma possível omissão, mas esqueceram de elogiar o papel das Forças Armadas.

“Terminou o 2º turno [das eleições], começaram os acampamentos na frente de várias unidades militares no Brasil inteiro, proclamando as Forças Armadas pro golpe, para marcharem junto com os manifestantes, e não teve um soldado ou um comandante que saiu dos muros do quartel para apoiar isso”, disse.

Sobre a missão do novo comandante do Exército brasileiro, Tomás Miguel, Azevedo sugeriu que ele deve tentar uma pacificação.

“Ele vai buscar colocar o exército dentro da atividade dele, isento de política partidária. Colocar como nós construímos nosso legado depois de 1985, depois da Constituição de 1988, em que atingimos o grau de confiabilidade da população brasileira em primeiro lugar”.

Azevedo ressaltou que essa recontrução deve ser uma via de mão dupla: “tem que restabelecer a confiança das Forças Armadas com o presidente e do presidente com as Forças Armadas”.

(Publicado por Marina Toledo)